Um ano e dois meses depois estou de volta a Portugal depois de ter deixado Biskra na 3ª feira passada.
Não posso esconder que estou contente por estar de volta mas também sinto alguma nostalgia dessa cidade terrífica à beira deserto plantada que dá pelo nome de Biskra.
Depois deste período, deixei na cidade muitos conhecidos e alguns amigos e sobretudo um sentimento de respeito por mim que nunca tinha sentido em toda a minha vida. Um sentimento de respeito pelo meu trabalho e pela forma como sempre tratei todas as pessoas com quem me cruzei naquela terra. Apesar de algumas dificuldades e rasteiras que me tentaram pregar não consigo deixar de estar agradecido pela retribuição que me foi dada.
Penso que dificilmente voltarei a encontrar tal sentimento na minha vida tão próprio das pequenas terras do interior, seja em Portugal ou na Argélia. E é este sentimento que guardarei por cima de todos aqueles mais dificeis da minha passagem por Biskra.
Mas agora é altura de seguir outro rumo que ainda nem defini qual será. Como cantam os The Byrds : Para tudo há um tempo, um tempo para nascer, um tempo para morrer, um tempo para plantar, um tempo para colher, um tempo para matar, um tempo para sarar, um tempo para chorar, um tempo para rir, um tempo para amar…